LSD and the Search for God – LSD and the Search for God
Por: Vitor
@VIsForViking
O LSD, um dos mais potentes alucinógenos conhecidos, tem sido usado por um longo tempo como droga recreativa, inclusive por grandes nomes do cenário musical psicodélico como Jim Morrison, os músicos do Pink Floyd (Principalmente Syd Barrett), Jimi Hendrix, e também pelo autor de “Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley, mas também era defendido por alguns para o uso para fins espirituais, visto que “ele pode catalisar experiências espirituais intensas nas quais os usuários se sentem como se estivessem em contato com uma ordem cósmica ou espiritual maior.” (Wikipedia)

Juntando esses dois usos da dietilamida do ácido lisérgico temos o som e também o nome da banda e do extended play alvo da minha review de hoje (Desculpem a inatividade nesses últimos dias, ENEM, duas provas na faculdade, blablabla), que juntam a psicodelia das bandas de 1960, efeitos de reverberação que causam uma impressão de “camadas de som” – um caos sonoro onde fica difícil de identificar um instrumento do outro – com essa “procura por Deus”, o tom etéreo das músicas, com vocais abafados e meio indistinguíveis , lembrando os ingleses do My Bloody Valentine, os difusores do shoegazing.

Formada em San Francisco, Califórnia em 2006, composta pela vocalista Sophia Campbell, pelo também vocalista e guitarrista Andy Liszt, pelo guitarrista Chris Fifield, pelo baixista Caleb Rush e pelo baterista Kevin Crouse, conta apenas com um EP com cinco músicas atualmente, lançado em 2007, que tem sim suas semelhanças com My Bloody Valentine, mas não deixa de ser único, contando com o já dito “tom etéreo” que faz você viajar enquanto ouve essa pequena mas ótima experiência musical, já que o EP não chega a ter 22 minutos, o que ao meu ver é uma ótima duração para ouvir logo antes ou enquanto tenta dormir, já com as luzes apagadas. Ao final da obra, fica um gosto de “quero mais”, já que é tão curta, mas até agora nem sinal de um álbum em Long Play. Por enquanto, o que temos para aproveitar é isso mesmo, 21 minutos do melhor do shoegazing.
This Time

>A< banda.
25/10/2011 às 17:12
Pingback: Dorgas – Verdeja Music « Lost Sounds of Dawnlight