First Band From Outer Space – Impressionable Sounds Of The Subsonic
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Misturando letras em suíço e inglês, o grupo formado no ano de 2002 na cidade de Gothenburg, Suíça, por Johan Dahlström (guitars/vocals), Fredrik Ringqvist (bass/synths), Carl Andersson (drums,percussion), Petrus Fredestad (organ/guitars) é na minha opinião, uma das bandas atuais mais originais e mais comprometidas com o Space-Rock.
O quarteto foi formado por amigos que sempre tiveram o sonho de montar uma banda e tocarem juntos, o que não foi possível até a chegada de Carl à banda, que trouxe um feeling e sentido totalmente diferentes pro grupo, segundo eles em sua página do Facebook. As coisas começaram a dar mais certo quando a banda montou seu próprio estúdio, onde gravam atualmente com muito mais liberdade e flexibilidade na música, sem ter que atender desejos de produtores. Um som bem ímpar, distante do comercial e usual é o que os caras têm de melhor.
O álbum “Impressionable Sounds Of The Subsonic”, lançado em 2006, 1 ano depois do debut “We´re Only In It For The Spacerock” traz desta vez um som muito mais progressivo e mais trabalhado do que o antecessor, com uma sonoridade muito mais ampla e um arranjo metículoso. Guitarras gritantes, killer bass lines, uma percussão incrível, psicodelia de sobra, arranjos de flauta oportunistas, vocais muito agradáveis, e letras extremamente coesas presentes em todas as faixas formam um conjunto de ideias interligadas através de notas que vão do primeiro até o último segundo do álbum, levando a um som mais pesado como consequência. Tudo isso unido à muitos sintetizadores criam uma atmosfera muito, digamos, “flutuante”, que faz você viajar por todos os cantos do universo sem transformar o disco em algo muito sintético, artificial. Pelo contrário, eu definiria a FBFOS como uma banda do futuro pela inovação trazida em seus sons e uma banda que já esteve no passado por todas as influências claras dos anos 70. Give it a listen!

(Impressionable Sounds Of The Subsonic)
(Gröna Händer Pt 1 & 2)

West Coast Pop Art Experimental Band – Volume III – A Child’s Guide To Good And Evil
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Uma das minhas bandas preferidas dos anos 60, The Beatles a West Coast Experimental Pop Art Band, banda de Psychedelic Rock formada em 1966 e na ativa até 1970 pelos músicos Bob Markley nos vocais(reparem que tem um K no sobrenome, portanto, não é aquele reggaeiro[?] dos piolhos), pelos irmãos Shaun e Danny Harris (baixo, guitarra/vocal, respectivamente), Ron Morgan (guitarra), Jim Gordon (bateria) e mais tarde, Michael Lloyd (guitarra), produziu um dos meus álbuns preferidos do século XX.
Tudo começou no início dos anos 60 quando Markley foi tentar a sorte como ator e cantor de música pop em Los Angeles, o que rendeu pouco ou nenhum sucesso. Enquanto isso, os irmãos Harris também se mudaram para Los Angeles e tocaram em uma banda chamada “Snowmen”. Mais tarde conheceram Lloyd e formaram uma nova banda, com o nome de “The Laughing Wind” que não gerou nada além de algumas demos gravadas. O produtor da banda, Kim Fowley conhecia Markley e sugeriu que usassem algumas de suas letras. Em 1965 uma festa foi organizada na casa de Markley e a então “The Laughing Wind” foi chamada, chegando lá ficaram impressionados com as luzes que Markley manejava e, por sugestão do produtor, montaram uma banda juntos. Disso surgiu a banda West Coast Experimental Pop Art Band que lançou em 1966 o debut “Volume 1″, seguido do “Volume dois – Breaking Through” e finalmente, o meu favorito, “Volume III”.
O “Volume III – A Child’s Guide To Good And Evil” é dito por muitos como o melhor disco lançado pelo grupo, e que pra mim passa uma vontade de dirigir uma Kombi em um domingo ensolarado. Foi eleito também em 2005 pela Mojo Magazine entre os 40 melhores álbuns de psychedelic-rock de todos os tempos, ficando na posição 31. O disco de 12 faixas (na versão original) que conta com guitarras estridentes e uns batuques bem elaborados e lights, recheado de letras em alguns momentos simples, falando apenas de amor e de paz e outras vezes muito irônicas como na música “A Child Of A Few Hours Is Burning To Death” que faz referência clara a guerra do Vietnã, que ocorria naquela época, e o uso do Napalm (um gel pegajoso a base de gasolina e extremamente incendiário que teve seu uso proibido pela ONU). Uma série de combinações inusitadas fazem da WCEPAB um dos melhores exemplos das bandas de rock psicodélico dos anos 60 transmitindo toda aquela vibe de vamos trepar, fumar, curtir o paz, amor e rock n’ roll e mandar a boa conduta pra puta que pariu. Give it a listen!

(Eighteen Is Over The Hill)
(A Child Of A Few Hours Is Burning To Death)

The Horrors – Vent
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Antes de tudo eu preciso explicar algo para vocês para impedir futuras confusões: existem duas bandas chamadas The Horrors. A The Horrors (UK) e a The Horrors (EUA), que é a que eu estou interessado em compartilhar com os Senhores, e que veio primeiro inclusive.
Bem, esse grupo produz, ou melhor, produzia (já que não existem mais) um som bem sujo que consistia basicamente numa mistura de Rockabilly, Grunge, Noise-Rock, Lo-Fi e até mesmo Indie. Ao meu ver, eles fizeram isso de um jeito muito proveitoso e lançaram dois LP’s, o s/t e o Vent, meu favorito. Formada na cidade de Cedar, Iowa, por Paul Cary – vocals & guitar, Andrew Joseph Caffrey – guitar e Jamie Mclees – drums quando tinham apenas 18 anos, a banda tem na maioria de suas músicas um vocal esgaçado, puxado até o limite que dá a sensação de que as cordas vocais vão simplesmente arrebentar a qualquer momento. Não me entendam mal, isso é um ponto forte. Pelo menos para mim, serve como incentivo para sair pela cidade chutando tudo com uma garrafa de cerveja na mão -pena que eu não faço isso-. Acompanhando o vocal existe uma guitarra com um tremendo groove bem característico do rockabilly que alterna entre um som clean e uma distorção suja, também acompanhada com um baixo com som de ‘buzz’ que beira estourar as caixas de som. Tudo isso passa a sensação de gueto americano e “submundo” da cidade que me agrada muito, sem esquecer de que é quase possível sentir o cheiro de álcool etílico que parece vir junto com as músicas. Esse álbum é uma raridade, pouquíssima gente sabe da existência dessa banda e eu gostaria muito de poder dividir mais informações com vocês, mas infelizmente não há quase nada de info. sobre a banda na internet. Nos resta apenas apreciar o que eles deixaram gravado e bater um pouco de cabeça com esses tunes incríveis. Give it a Listen!

Macaco Bong – Verdão e Verdinho
Por: Igor
@igorbdm_
Devido a minha falta de tempo por causa do trabalho (sim, eu trabalho!), minha placa de som com problemas, e alguns projetos pessoais meus, não tive tempo hoje de escrever uma review bem trabalhada de um grande álbum. Então, para não deixar vocês na mão, vou fazer uma review rápida do curto EP recém lançado da banda Brasileira já postada anteriormente aqui no blog por mim, Macaco Bong.

Para uma introdução mais profunda a banda, sugiro que vocês deem uma lida na minha review do álbum Artista Igual Pedreiro do Macaco Bong.
Depois de 3 anos do lançamento do seu primeiro álbum de estúdio, o trio da Macaco Bong voltou aos estúdios para gravarem seu segundo EP, intitulado de Verdão e Verdinho. A banda manteve o seu estilo: um som instrumental, experimental, com suas fortes influências no post-rock, porém, o que este EP conseguiu transmitir para mim, foi uma pequena mudança na atmosfera do som deles.
Enquanto o álbum Artista Igual Pedreiro tem uma sonoridade mais árida, que remete você ao clima da cidade/estado de origem da banda (Cuiaba-MT), o seu novo EP nos apresenta uma sonoridade com uma atmosfera menos árida, e digamos, mais ‘úmida’. Como se tivessem experimentando novos tipos de ‘climas’ brasileiros em seu som. Mas isso, sem perder a classe e, como no álbum anterior, a banda continua abusando de técnica, e dessa vez, algo inédito no som da banda, uma slide guitar.
Apesar de ter apenas 3 faixas, e aproximadamente 17 minutos de música, Verdão e Verdinho é um EP que tenho certeza que vai agradar o ouvido de muitos, tanto dos que já conhecem a banda, quanto dos que ainda não conhecem. Vale a pena baixar!
Obs: desculpem pela review curta, de um EP curto, e ainda por cima, feita meio “nas coxa”, mas a falta de tempo hoje foi maior.
Morango Tango

Valley Of The Sun – Two Thousand Ten
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Ryan McAllister (bass/vocals), Ryan Ferrier (guitar/vocals) e Aaron Boyer (drums) formam atualmente a Valley Of The Sun. Na ativa desde 2004 a Banda de Stoner/Desert-Rock, traz direto de Cincinati, Ohio, um dos melhores lançamentos do gênero em 2010. O grupo, influenciado por bandas como QOTSA, Kyuss, Sg. Sunshine, que já havia lançado um EP ”Blacklight Barbarian”, em 2006,(que já foi o nome da banda) lançou ano passado o “Two Thousand Ten” e mostrou pra todo mundo que tá aí pra ficar.
Antes de tudo gostaria de informar que o EP e o LP tem o mesmo número de faixas (5), mas como a banda se refere ao “Two Thousand Ten” como LP, vou fazer o mesmo.
Desde o momento do Play até o fim, você é blown away pela instrumentalidade e energia da banda. A receita disso é incrivelmente simples: riffs bem pesados liderados por uma guitarra com muito fuzz/distortion, uma bateria bem ao estilo agressive, stoner grooves de sobra e muito feeling proporcionam ao grupo um som “Kick-ass”. O vocal merece muito destaque, é um dos melhores que ouvi nos últimos tempos e lembra muito o John Garcia (vocalista do Kyuss) e é comparável ao Chris Cornell (Soundgarden & Audioslave) pela harmonia. Todas as faixas possuem um som bem único que mostra toda a habilidade desse quarteto (que agora é um trio) em produzir música de qualidade. Se ultimamente tenho classificado álbuns como ‘bom para dar uma viajada’ esse aqui se enquadra no sentido literal da coisa, é ideal para pisar no acelerador em uma rodovia deserta! Não tem muito o que falar dessa banda, só ouvindo mesmo. Give it a listen!

(I Breathe the Earth)
(Journey to the Valley of the Sun)




Colour Haze – Ewige Blumenkraft
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Muita gente fala do Tempel ou até mesmo do s/t (que são excelentes álbuns), mas hoje eu vou falar do álbum “Ewige Blumenkraft” (que carece de reviews na internet) da banda Colour Haze, grupo que se estabeleceu na cena underground e foi uma das precursoras do Stoner Rock/Krautrock (é um gênero caracterizado por um gosto obsessivo por dissonâncias, ruídos, colagens sonoras, improvisação e ritmo, freqüentemente preocupando-se mais com o timbre do que com a melodia) na Alemanha.
A banda foi formada em Munique no ano de 1994 e tem como membros atualmente o guitarrista e vocalista Stefan Koglek , o baixista Philipp Rasthofer, e o baterista Manfred Merwald. Os primeiros álbuns consistiam em um som bem mais pesado, muito influenciado por Black Sabbath e com uma sonoridade que remetia muito a banda norte-americana de Stoner-Rock, Kyuss. Já os últimos apresentam um som mais leve, um vocal um pouco mais ausente e muita psicodelia, progressividade e melodia. É importante ressaltar que no fim dos anos 90 a banda teve grandes mudanças em sua formação para chegar na que prevalece até os dias atuais.
O “Ewige Blumenkraft” foi lançado em 2001 e se enquadra no perfil mais pesado da banda, sendo um dos últimos álbuns com essa sonoridade mais agressiva. Esse disco representa uma transição de som do grupo porque fica claro que nele o peso está sendo cada vez mais deixado de lado para dar lugar ao som atual da banda.Todos os instrumentos são muito bem encaixados nessa obra que ao mesmo tempo apresenta um som clássico e também peculiar, que só esses caras conseguem reproduzir. 74 minutos distribuídos em dez faixas poderosas de muito fuzz e timbres marcantes, afirmam as influências da banda e mostram porque ela está se tornando uma das bandas mais importantes do gênero, sendo frequentemente citada entre amantes do estilo em sites específicos. Give it a listen!

(Almost Gone)
(Freedom)


LSD and the Search for God – LSD and the Search for God
Por: Vitor
@VIsForViking
O LSD, um dos mais potentes alucinógenos conhecidos, tem sido usado por um longo tempo como droga recreativa, inclusive por grandes nomes do cenário musical psicodélico como Jim Morrison, os músicos do Pink Floyd (Principalmente Syd Barrett), Jimi Hendrix, e também pelo autor de “Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley, mas também era defendido por alguns para o uso para fins espirituais, visto que “ele pode catalisar experiências espirituais intensas nas quais os usuários se sentem como se estivessem em contato com uma ordem cósmica ou espiritual maior.” (Wikipedia)

Juntando esses dois usos da dietilamida do ácido lisérgico temos o som e também o nome da banda e do extended play alvo da minha review de hoje (Desculpem a inatividade nesses últimos dias, ENEM, duas provas na faculdade, blablabla), que juntam a psicodelia das bandas de 1960, efeitos de reverberação que causam uma impressão de “camadas de som” – um caos sonoro onde fica difícil de identificar um instrumento do outro – com essa “procura por Deus”, o tom etéreo das músicas, com vocais abafados e meio indistinguíveis , lembrando os ingleses do My Bloody Valentine, os difusores do shoegazing.

Formada em San Francisco, Califórnia em 2006, composta pela vocalista Sophia Campbell, pelo também vocalista e guitarrista Andy Liszt, pelo guitarrista Chris Fifield, pelo baixista Caleb Rush e pelo baterista Kevin Crouse, conta apenas com um EP com cinco músicas atualmente, lançado em 2007, que tem sim suas semelhanças com My Bloody Valentine, mas não deixa de ser único, contando com o já dito “tom etéreo” que faz você viajar enquanto ouve essa pequena mas ótima experiência musical, já que o EP não chega a ter 22 minutos, o que ao meu ver é uma ótima duração para ouvir logo antes ou enquanto tenta dormir, já com as luzes apagadas. Ao final da obra, fica um gosto de “quero mais”, já que é tão curta, mas até agora nem sinal de um álbum em Long Play. Por enquanto, o que temos para aproveitar é isso mesmo, 21 minutos do melhor do shoegazing.
This Time
A Place To Bury Strangers – Exploding Head
Por: Igor
@igorbdm_
A Place To Bury Strangers (conhecidos pela sigla APTBS) são um trio Nova-Iorquino de noise-rock/shoegaze formado em 2003. Em 2006 lançaram 3 EP’s, e em 2007 lançaram seu primeiro álbum, um s/t. Após lançarem seu s/t, ganharam algum reconhecimento e começaram a tocar ao lado de bandas como o Nine Inch Nails e o Black Rebel Motorcycle Club. Em 2009 lançaram o álbum que falaremos hoje: o Exploding Head.

Exploding Head é um álbum que sua base é construída com uma sonoridade bem parecida com as de bandas post-punk dos anos 80, digamos que a primeira vista, seria uma banda de post-punk revival. Porém, como nosso blog não é um blog de bandas post-punk, eu não teria trazido o APTBS para cá se eles não tivessem um diferencial no som. E o diferencial é o noise que adicionaram ao seu som. Guitarra com muita distorção e Fuzz, delay, flangers, enfim, efeitos que combinados, deixam o som muito sujo e, como o próprio estilo já diz ‘noise-rock’ um som com muito peso e barulho . Isso sem contar toda a atmosfera sombria do álbum, um ar gélido, com letras agressivas sobre corações partidos, vingança, tristeza e raiva, e o álbum consegue transmitir todo esse sentimento ao ouvinte, criando um grande envolvimento, e garantindo uma experiência única ao ouvir o álbum.
In Your Heart
Keep Slipping Away

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Tenham uma boa viagem!
Samsara Blues Experiment – Long Distance Trip
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Acho que nenhuma banda jamais escolheu um nome tão adequado para um álbum. Hans Eiselt (guitar), Thomas Vedder(drums) e Richard Behrens (bass) lançaram no ano passado o Long Distance Trip, debut álbum da banda alemã, aprovadíssimo por qualquer apreciador da boa música.
O álbum é em sua maior parte instrumental, com algumas músicas de duração normal e outras bem longas. Faixas constituídas de todos os efeitos imagináveis. Em relação a musicalidade o SBE impressiona, todas as músicas são muito bem compostas, criatividade nota 10 em relação aos instrumentos básicos (guitarras, bateria, e baixo) que são extremamente aproveitados até a sua essência. Qualquer espaço em branco é devidamente preenchido com sitars e muita ambientalidade. Além disso, ele ainda conta com um vocal bem conveniente e de muita qualidade. O álbum nos apresenta 6 músicas de algo bem difícil de classificar devido a variedade de elementos de diferentes gêneros. Eu, como de costume, vou tentar me aproximar ao máximo do que o álbum me passa, já que esse é meu dever. Eu diria que com Space-Rock/Stoner/Psychedelic/Experimental/Acid-Rock dá para ter uma boa noção do que você está prestes a ouvir. Os caras tem uma capacidade enorme de manter você interessado até mesmo em sua música mais longa, “Double Freedom”, de 23 minutos. Todas as músicas te carregam pra dar aquela viajada e também para um pouco de introspectividade como em “Wheel of Life” que mistura o barulho das ondas com um belo violão. Give it a listen!

(Singata Mystic Queen)
(Center Of The Sun)


Blaak Heat Shujaa – Blaak Heat Shujaa
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Bem, antes de tudo eu devo desculpas a todos os frequentadores fiéis do blog pela minha ausência. É foda essa vida pré-universitária de Enem e blábláblá. Mas foda-se, cá estou!
Trago para vocês uma Masterpiece do Stoner e principalmente do Desert-Rock. Esse Power trio francês, relativamente novo, já que foi formado em 2008 por Timotheé Gacon (drums), Antoine Morel-Vulliez (bass,vocals) e Thomas Bellier (guitars, vocals) lançou um s/t ano passado e mostrou que apesar dos anos estarem passando o Stoner continua muito vivo e com novas bandas a cada ano. Eu sou suspeito pra falar desse álbum porque mesmo com só ele lançado, essa banda já me conquistou.
Vamos ao que interessa! Quanto a sonoridade do álbum eu posso dizer que além de todo climão Desert-Rock (do bom), bastantes arranjos de guitarra me lembram filmes do Tarantino por possuirem aquele feeling de faroeste. As linhas de baixo são muito bem construídas em cima de todos os riffz repletos de Wah-Wah e o vocal, em alguns momentos, me lembra o timbre do Jerry Cantrell. Desde o primeiro segundo é one hell of a trip, super recomendado pra quem gosta bastante de Desert-Rock com pitadas de psicodelia. É claro que existe razão para um álbum tão bom ter surgido do nada. Ele foi produzido por ninguém mais, ninguém menos que Scott Reeder que eu devo reconhecer, fez um excelente trabalho mixando-o. 9 músicas, 64 minutos de gente que sabe o que está fazendo. Give it a listen!

(The Brown Buffalo)
(High on Altidude)


George Dorn Screams – O’Malley’s Bar
Por: Igor
@igorbdm_
George Dorn Screams é uma banda polonesa de, bom, difícil classificar essa banda com um estilo único, mas diria que o som deles tem fortes influências de post-rock, shoegaze, indie rock, e slowcore. Liderados pela vocalista Magda Powalizs, surgiram entre 2005 e 2006, e após apenas 6 meses trabalhando em cima de suas primeiras canções, decidiram por grava-las em estúdio, em seu primeiro álbum, que foi muito bem recebido pela crítica, e que acabou por abrir as portas para a banda começar a fazer shows maiores, e ganhar maior popularidade. Após o lançamento de primeiro álbum, a banda recebeu o rótulo de post-rock, mas os próprios membros da banda brincam, dizendo que a banda dá mais ênfase ao ‘rock’ do que ao ‘post’.

O’Malley’s Bar é um álbum que considero experimental, com suas claras influências de post-rock e shoegaze. O álbum cria uma atmosfera envolvente, que leva o ouvinte para dentro da música, e remete a um clima que eu não encontro palavras melhores para classificá-lo que “fim de festa” ou “final de domingo”, pois a atmosfera do álbum traz todo um clima carregado de solidão, melancolia e tristeza, isso, sem perder o seu ‘charme’, digamos. O álbum tem 8 faixas, 7 delas com mais de 5 minutos de duração, com instrumentais muito bem arranjados e criativos, tudo isso acompanhado pela voz suave, mas em vários momentos, agressiva, de Magda Powalizs, que nos remetem, como já foi dito anteriormente, a uma atmosfera sonora de solidão.
Cul-De-Sac
Messages From a Drunken Broom

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Tenham uma boa viagem!
Pink Floyd – Ummagumma
Por: Igor
@igorbdm_
Como assim? Pink Floyd em um blog de música underground?
Sim amigos, mas o meu post de hoje, é sobre um dos álbuns mais underrateds da banda, um álbum que muitos nem sabem da existência, o Ummagumma*.
As pessoas costumam conhecer o Pink Floyd por sua grandiosidade, por suas abordagens líricas pesadas e profundas, pelas suas músicas com instrumentais muito bem trabalhados e coesos, e por ser uma banda que já estava muito a frente de sua época durante o seu período de maior sucesso. Pink Floyd é lembrado por seus grandes sucessos como o Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall, mas o que a maioria das pessoas que ouvem o Floyd não sabem, é que até a banda alcançar tal maturidade musical, eles passaram por épocas muito obscuras, a ponto de quase desistirem e terminar com a banda, o que por sorte, não aconteceu.
Após a loucura devido ao uso excessivo de ácido lisérgico tomar conta de Syd Barrett (vocalista, guitarrista e principal compositor do Floyd), não restou outra alternativa para os outros Floyds, a não ser afasta-lo da banda, pouco tempo após lançarem seu primeiro álbum, o The Piper at the Gates of Dawn. O grande problema, é queSyd era a mente brilhante da banda, responsável por praticamente todas as composições, e pelo sucesso que até então eles estavam fazendo. Com o afastamento de Syd, David Gilmour entrou em seu lugar, lançaram mais um álbum, o Saucerful of Secrets (que ainda continha algumas das composições de Barrett) e logo após isso, entraram em um hiato criativo. E este hiato criativo foi o que abriu as portas para o experimentalismo no Pink Floyd, que apesar de terem sido épocas difíceis para os Floyds, foram essenciais para futuramente, atingir a complexidade sonora de Dark Side of the Moon, seu maior sucesso.

Sem o seu principal compositor, a banda não sabia o que fazer para continuar, e cogitaram até a possibilidade de desistir. Então, resolveram gravar um álbum experimental, que seria dividido em 4 partes, onde cada um dos 4 membros ficaria responsável por uma dessas partes. O álbum se inicia com Sysyphus Part One, Two, Three and Four, que são solos de órgão que variam entre algo ‘melódico’ e ‘impactante’, gravados pelo tecladista Richard Wright. Após o fim da seção de Wright, inicia-se a segunda parte do álbum, gravada pelo baixista Roger Waters. Grantchester Meadows, uma composição totalmente Folk, agradável aos ouvidos, gravado usando um efeito stéreo, que traz uma sensação de espaço e profundidade ao som, algo inovador para a época. A segunda composição de Waters, para mim, é a mais interessante do álbum: a música “Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict” o que é nada mais, uma simulação de sons de animais silvestres, sendo gravadas apenas usando variações de entonação na voz de Waters, sons com a boca, batidas de diferentes velocidades no microfone, estalos de dedo, sem nenhum uso de instrumentos musicais. Seguimos para a terceira parte do álbum, gravada por David Gilmour, intitulada de The Narrow Way, Parte I, II e III. Apenas pequenos solos de violão, e guitarra psicodélica. Um trabalho interessante, porém, atualmente, Gilmour afirma que não consegue sequer se lembrar da sonoridade de sua parte do Ummagumma*. E por fim, The Grand Vizier’s Garden Party, a última parte do álbum, gravada por Nick Mason, baterista da banda. Dividida em três partes, “Entrance”, “Entertainment” e “Exit”. Que consiste em solos de bateria, e melodias de flauta, tocadas por sua esposa.
Ummagumma* é um álbum ALTAMENTE experimental, e difícil de engolir para muitos dos fãs de Pink Floyd, mas em minha opinião, é um ótimo álbum, que mostra as habilidades individuais de cada membro da banda.
Para quem gosta de experimentalismos e psicodelia, e para os fãs de Pink Floyd que desconhecem tal época da banda, este álbum DEVE estar em sua Playlist.
*O álbum Ummagumma, na verdade é um álbum duplo, o álbum de Estúdio, e um Ao vivo, porém, nesta Review, o álbum em que falei foi o de Estúdio (Ummagumma – Stúdio Álbum)
The Narrow Way, Part I
Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict
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Tenham uma boa viagem!
Causa Sui – Causa Sui
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Havia um certo tempo que eu queria postar sobre essa banda e por motivos adversos que nem eu sei, o post foi sendo adiado, adiado e adiado. Mas enfim, agora vai. Demorei pra decidir sobre qual álbum falar, no fim, fiquei em dúvida entre o Free Ride e o s/t e como o s/t tem a minha música preferida (Ventura Freeway) eu vou deixar pra falar do Free Ride em uma próxima oportunidade.
A Causa Sui foi formada no ano de 2004 com o intuito de tocar experimental e progressive-rock, mas logo a banda Dinamarquesa se consolidou na cena do Stoner/Heavy Psych e disso surgiu o primeiro álbum, ainda com 4 membros, do qual irei comentar agora. Jakob Skott (bateria), Jess Kahr (baixo), Jonas Munk (guitarra e teclados) e Kasper Markus (vocais) lançaram no verão de 2005, em torno de 1 ano depois de formada, o debut álbum da banda. O que eu posso falar pra vocês é que esse álbum é perfeito pra quem tá na vibe do verão, afinal, ele parece ter sido feito para escutar na praia. 7 músicas se encarregam de animar o seu dia ensolarado com acordes pesados e muita atitude. Apesar de todo o peso característico do gênero a Causa Sui transmite muita leveza através das suas músicas construídas em cima de ótimos riffs lotados de fuzz e originalidade. Além de todo o arranjo básico o álbum tem como sua característica marcante a adição de elementos do meio externo que dão a impressão de que o álbum foi gravado live a beira do mar. Além da banda buscar muito da sua sonoridade nas bandas de rock psicodélico dos anos 60 ela consegue reinventar e lapidar cada influência, misturando tudo com o bom e velho Stoner e tornando esse álbum referência do Krautrock. Um feeling bem retrô, uma guitarra que remete a Hendrix, muito acid-rock e proto-hard rock vão ser seus melhores companheiros nesse verão. Give it a listen!

(Ventura Freeway)


Yawning Sons – Ceremony To the Sunset
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Resolvi trazer um som muito inspirador hoje. Vocês devem estar pensando que errei o título, que eu quis dizer Yawning Man, mas vocês estão errados. Ou melhor, talvez nem tanto. As duas bandas possuem sim uma ligação. Yawning Sons é a junção entre Gary Arce, guitarrista da Yawning Man(Pysch/Stoner/Desert-Rock) e os músicos britânicos da Sons of Alpha Centauri(Post-Rock/Post-Metal). O álbum lançado em 2009 começou apenas com alguns jams entre Gary e a banda, porém, deu certo demais. Assim que ambos os lados perceberam a química que rolava entre os músicos, tudo que saiu daí pra frente foi especial. 1 semana foi o suficiente para escrever e gravar todo o material produzido pela então recém nascida Yawning Sons.
O álbum possui 7 músicas que apesar do pouco tempo necessário para a criação, parecem ter sido esculpidas até o ápice da perfeição. O álbum conta com uma atmosfera totalmente ambient e com uma levada bem Space e Post-Rock. Músicas instumentais, às vezes acompanhadas de vocais convidados como: Wendy Fowlers, Mario Lalli (Fatson Jetson e ex-Yawning Man) e ainda por fim o grande mestre Scott Reeder(lembrado principalmente como ex-baixista da banda de Stoner-Rock Kyuss). Tudo isso deixou o que já era bom, ainda melhor! As músicas são leves e pesadas ao mesmo tempo. Enquanto você parece ser tranportado para uma jornada introspectiva, você sente seus pés sendo levantados do chão ao som da guitarra da lenda do desert-rock, Gary Arce. Um álbum que vale muito a pena para deitar, fechar os olhos, apreciar cada acorde e viajar!

(Meadows)
(Japanese Garden)


Quest for Fire – Lights from Paradise
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Uma junção de várias outras bandas parece ter sido a receita certa para criar uma banda que leve aos fãs do rock psicodélico o que eles tanto querem: música de qualidade e propriedade( e que dê para se chapar também, claro). Quest for Fire foi o resultado disso, formado por Andrew Moszynski, Chad Ross, Mike Maxymuik and Josh Baumana, a banda produz um som de contrastes e com influências muito perceptíveis na sonoridade tradicional da psicodelia dos anos 60, nos grooves do stoner e até mesmo na progressividade do Pink Floyd.
A banda canadense formada em Toronto no ano de 2007 já havia lançado seu primeiro álbum em 2009, um s/t. Porém, não vou me prender a detalhes em relação a este, pois vim aqui para falar do “Lights from Paradise”, lançado em 2010. Um álbum muito bom e recomendado quando o assunto é rock psicodélico. Logo a primeira música , “The Greatest Hit By God” já me faz ver tudo com um certo delay, tamanha a capacidade de me hipnotizar. A segunda música, “Set Out Alone”, single do álbum, chegou a primeira posição no The R3-30 da CBC Radio 3 em Novembro de 2010. Além disso, ainda restam mais 6 motivos , somando um total de aproximadamente 40 minutos de trippy groovy songs para ouvir esse álbum. Todas as músicas são cativantes e possuem uma capacidade impressionante de ater os ouvintes tornando esse um álbum extremamente viciante, já vou avisando. O resto vou deixar por conta da curiosidade de vocês em ouvi-lo.



The Heads – Relaxing With…
Por: Vitor
@VIsForViking
Não se engane pelo título do debut da banda bristoliana The Heads, “Relaxing With…”, lançado em 1996. O álbum não tem nada de “chill-out”; por outro lado, você pode chegar do trabalho, da escola, faculdade no fim do dia, aumentar o volume da sua caixa de som e ter uma boa viagem ouvindo-o. Misturando stoner rock com muita psicodelia e uma atitude conhecida das bandas do mais puro rock ‘n’ roll, devo dizer que a banda conseguiu tomar minha atenção do começo ao fim desse álbum.

Pode-se ouvir também influências de space-rock dos também ingleses Spiritualized (ou ao contrário, já que “Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space”, o álbum que notei uma certa semelhança, com muito uso de gaita junto da distorção da guitarra, saiu um ano mais tarde, em 1997) e seus antecessores Spacemen 3 pelo decorrer do álbum.
O vocalista Simon Price é um show à parte, que no meio de tanta bagunça musical, canta num tom calmo e baixo, lembrando Lou Reed ou Iggy Pop em certos momentos.
O álbum pode parecer incialmente que vai ser uma “porrada sônica” non-stop, mas no meio de tanta psicodelia stoner, a banda também consegue colocar umas músicas mais calmas, mas que impressionam igualmente, com um gosto de garage rock dançante, como em “Television” (“Television, television, television it sucks my time / Carrie Fisher, Carrie Fisher, Carrie Fisher, she looks so fine.”) e até consegue misturar tudo isso em uma só música, como em “Widowmaker”. Há também uma única música em sua boa parte bem mais melancólica que o resto do álbum, ‘Taken Too Much’ (Apenas pela letra pode-se ter uma ideia: “crawling home… no dog or bone””) que também encaixa no ritmo da obra, já quase no final, terminando com um longo jam session em “Coogan’s Bluff”, costume que se repetiria muitas vezes nos próximos álbuns. “Relaxing With…” pode não ser o mais pesado e “trippy” trabalho dos The Heads, mas como debut album e como apresentação aos interessados em conhecer sobre a banda, cumpre muito bem seu trabalho. Recomendado para os fãs de neo-psychedelia, stoner rock e do bom rock ‘n’ roll.

- Paul Allen – Lead guitar, vocal
- H. O. Morgan – Bass
- Wayne Maskell – Drums
- Simon Price – Guitar, vocal
Don’t Know Yet
Television
Brant Bjork – Jalamanta
Por: Igor
@igorbdm_
Brant Bjork é um produtor musical, e músico californiano. Foi fundador e baterista de uma das bandas que difundiu o Stoner Rock/Desert Rock pelo mundo,Kyuss. Após o lançamento de um dos álbuns de maior sucesso da banda, Bjork por algum motivo saiu da banda, e a partir dai, passou a produzir e tocar com algumas bandas do deserto californiano, como Fu Manchu, Fatso Jetson, Ché, entre outras.
Em 1999, Brant começou sua carreira solo, e lançou seu primeiro disco “Jalamanta”, usando seu próprio selo o Duna Records (que alguns anos depois, mudou o nome para Low Desert Punk), e a partir de então, lançou mais 8 álbuns. Todos eles, albuns de qualidade. Porém, a sonoridade do Jalamanta tem um diferencial…

… E o diferencial, é que, segundo o próprio Brant, o álbum foi composto por ele com o intuito de trazer os ouvintes para uma viagem -junto a ele- pelo cotidiano de Palm Springs Desert- CA. Propósito que foi cumprido com maestria, pois, Jalamanta realmente é um álbum que consegue passar toda uma sensação de clima árido e desértico, perfeito para viagens pelo litoral em dias de verão ensolarado.
Ouvir esse álbum é uma experiência muito agradável aos ouvidos de quem é fã de Desert-Rock, mas que anda a procura de um som, digamos, mais “Chill-Out”. Apesar de ter uma sonoridade mais tranquila, Brant não deixou de trazer influências dos seus anos tocando no Kyuss, e mesmo nesse álbum voltado mais ao Groove do Desert-Rock, Brant conseguiu adicionar elementos do bom e velho Stoner californiano, como peso e psicodelia.
Bom, este álbum tem uma sonoridade muito peculiar, e é realemente muito difícil falar dele. A última coisa que posso acrescentar, é que esse álbum é altamente recomendado (por mim) para os que não conhecem muito a respeito do gênero, por ter uma sonoridade agradável. E ainda mais recomendado para os que já são familiarizados com o stoner/desert rock, por se tratar de uma obra de um dos maiores mentores desse gênero músical.
Automatic Fantastic
Defender of the Oleander

Não esqueçam de postar um FeedBack do que acharam do álbum
Tenham uma boa viagem!
Our Ceasing Voice – When the Headline Hit Home
Por: Crystopher
@Kifaaaa
Our Ceasing Voice, banda austríaca de Post-Rock formada em 2006 na cidade de Innsbruck, lançou no início desse ano o álbum “When the Headline Hit Home”, dois anos depois do seu primeiro EP, “Steadied Stars In The Morphium Sky”. Os conceitos são aprofundados e o som se torna mais trabalhado e obscuro.Um álbum extremamente ambient/atmospheric com um clima triste, melancólico lindo e experimental. A sonoridade dele passa a ideia de uma constante busca por algo, um drama envolto de escuridão que permeia uma cidade fria e sombria.
Um álbum muito bom ao meu ver, porém, ele fica melhor ainda se você escutá-lo a noite, andando pelas ruas da cidade para poder capturar o seu verdadeiro ‘feeling’. Todas as músicas do quarteto são bem-orquestradas e planejadas contendo tudo que um bom álbum de post-rock precisa. Arpejos de violão se arriscam entre as músicas e em alguns momentos o som ambient dá lugar até mesmo a um vocal (muito bom, diga-se de passagem). Sua biblioteca vai dar aquela incorporada com esse álbum, ouça!




Sebastian: guitars/ programming
Chris: bass/ acoustic guitars
Reinhard: guitars/ vocals
Markus: drums
















