Por: Igor
@igorbdm_
Kurt Vile é um guitarrista nascido em 1980 na Filadélfia, que iníciou sua carreira musical por volta de 2003, na banda The War on Drugs, onde naquela época, já demonstrava sua paixão pelo folk americano, especialmente por Bob Dylan. Apenas em 2008, a banda lançou seu debut álbum, e mais pro final do ano, Kurt decidiu sair da banda, e iniciar sua carreira solo. A banda tinha uma sonoridade peculiar, misturando o folk com elementos de shoegaze, o que acabou por influenciar Kurt em sua carreira solo. Em 2008, Vile começou sua carreira solo com o álbum Constant Hitmaker, em 2009 lançou mais um álbum: God Is Saying This To You, e logo após, fechou contrato com a “Matador Records”, e usando este selo, acabou por lançar seu terceiro álbum ainda em 2009, Childish Prodigy.
No ano de 2011, Vile lançou o que provou ser – até agora – o seu melhor álbum: Smoke Ring For My Halo, álbum que foi muito bem recebido pela crítica, e não só pelos críticos amadores como nós, mas grandes nomes já elogiaram este seu último álbum. Robin Pecknold, do Fleet Foxes elogiou muito o álbum, e Kim Gordon, a baixista (e as vezes guitarrista) do lendário Sonic Youth, diz se sentir culpada por ouvir frenéticamente o novo álbum de Kurt.

Smoke Ring For My Halo é uma viagem por dentro dos pensamentos de Kurt. As letras abordam temas sombrios como a tristeza, a insegurança, a incerteza e o saudosismo. As letras melancólicas e melódicas aliadas a sua voz e forma de cantar, renderam comparações com o poeta das esquinas de Nova York, Lou Reed. O álbum conta com uma sonoridade folk caracterista americana, com as devidas influências de Bob Dylan, e uma pitada de psicodelia, e apesar da grande melhora de qualidade das gravações desde o início de sua carreira, alguns ruídos foram mantidos no álbum, fazendo com que Vile não se livrasse do rótulo lo-fi.
Arranjos musicais simples porém bem trabalhados, mas que não deixam espaços vazios, sendo sempre preenchidos com guitarras reverberadas, tamborins, camadas de teclado usando diferentes timbres, e combinando muito bem o som do violão com o da guitarra elétrica, gerando uma atmosfera hipnótica e psicodélica, e é claro, uma identidade própria para o som de Vile. Para os amantes do bom e velho psychedelic-folk, Smoke Ring For My Halo é um prato cheio, recomendado por muitos músicos de nome no cenário indie, e por mim, que posso dizer que foi o melhor álbum do ano (pelo menos até agora).
Smoke Ring For My Halo
Society Is My Friend




















